E se…?

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E se… tudo não é suficiente?

E se… o meu trabalho fosse outro? [Quem sabe seus talentos são maiores do que você imagina?]

E se… eu caminhasse um pouco? [Quem sabe o vento no rosto te dê outra perspectiva?]

E se… um percurso novo fosse experimentado? [Quem sabe uma aventura te aguarda?]

E se… eu experimentasse comida japonesa? [Você pode até se surpreender, como eu =), e o ‘Hot Filadélfia’ nunca mais recebeu um não na minha mesa.]

E se… o sonho de tocar um instrumento fosse possível? [Quem sabe uma nova inspiração pode surgir daí?]

E se… eu não quiser mais o medo, a indecisão, a amargura como companhia??

E se… e se… e se…?

E se eu ao menos tentasse?

Tem dias em que nos sentimos exaustos… sim, aquela sensação de que as nossas forças foram exauridas e o nosso tanque de energia está no limite inferior, e as últimas reservas gotejam diante dos nossos olhos… As luzes vermelhas acesas e piscando, reluzentes e um aviso sonoro dispara, quebrando o silêncio da nossa inércia: pííí—pííí—pííí…

Nessas horas parecemos tão adormecidos e amortizados pelo rolo-compressor da roda-viva que não sabemos distinguir entre o barulho externo e o barulho que grita aqui dentro de nós: Eu quero viver!! Alô, tem alguém aí? Até quando vamos viver para esperar por mais um feriado, por mais um final de semana ou pelas próximas férias? Até quando viver essa vida que eu não quis e não quero? Por favor, alguém me ajude!! Eu tô morrendo sufocada aqui dentro…

E, quanto mais abafamos essas vozes da nossa consciência, as vozes de quem somos aqui dentro, mais morremos por dentro.

O saudoso Pablo Neruda me foi indicado como o (possível) autor [ok, já descobri que é da Martha Medeiros] de um poema que fala sobre quem morre aos poucos… quem não viaja, quem nunca muda, quem não lê, quem não ri de si mesmo, quem não se deixa ajudar, quem se torna escravo do hábito, quem nunca se arrisca… Enfim, ele cita inúmeras maneiras de se morrer lentamente deixando de ser exatamente quem somos e deixando de dar ouvidos àquela voz que pulsa dentro de nós e que fala daquilo que fomos criados para ser e para fazer. É como uma marca de nascença, só que invisível pelo lado de fora e claramente visível pelos olhos da nossa consciência, a marca feita por quem nos criou.

Ele nos deu inteligência e discernimento, nos deu racionalidade e sentimento, justamente porque nos deu condições de usá-los sabiamente a cada momento, só não usamos quando ignoramos a voz. E se estamos ouvindo essa voz lá dentro falar, por favor, não a deixe sufocar! Não se deixe sufocar… não se deixe morrer lentamente…

Vamos usar toda nossa determinação e perseverança para usar esses atributos que temos, arregaçar as mangas e encarar essa voz que temos. Essa é a voz opera o querer e o efetuar, tanto a vontade que há nessa ‘marca de nascimento’ quanto a habilidade que temos e que podemos desenvolver para realizar esse projeto de ser quem somos e viver de acordo.

Mesmo que hajam algumas recaídas (todos nós sangramos), mesmo chorando alguns dias, escorregando e tropeçando, precisamos nos recompor porque a vida é curta! Vamos nos lembrar dessa voz que fala mais alto do que todas as vozes externas e vamos viver a nossa vida!

Ainda que tudo não seja o suficiente, vamos desconstruir esse tudo, os paradigmas antigos e vigentes para construir uma realidade em que esses projetos sejam possíveis. Vamos reinventar a realidade e extrapolar para uma nova etapa de nossas vidas na qual sejamos realmente quem somos e, sem nenhuma reserva, possamos nos dedicar ao nosso projeto chamado vida! Uma vida cheia de abundância!

E se… desse certo?

E se eu ao menos tentar?

[Quem sabe esse tudo era só o começo do TODO?]

 

Música e link que inspiraram esse post:

[What if – Coldplay – http://youtu.be/3lbfruPAGMU]

[Morre lentamente – Martha Medeiros http://pensador.uol.com.br/frase/NDE2Mjk0/]

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2 comentários sobre “E se…?

  1. Na medida do possível, eu procuro evitar os “se”. Prefiro viver a experiência a imaginar como teria sido. Já quebrei a cara muitas vezes e fui feliz em outras. Nessas horas lembro de um trecho da música do Lulu Santos: “Se amanhã não for nada disso, caberá só a mim esquecer. O que eu ganho e o que eu perco, ninguém precisa saber”.
    Lindo texto!

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