|?| Quem quer ser vulnerável |?|

Quem quer ser vulnerável? O que é ser vulnerável?

Há definições mais ortodoxas, mas em minhas (muitas) palavras, eu diria que se você mostra suas fragilidades, mostra suas incoerências, mostra seus erros e mostra o seu lado mais obscuro e perturbador, mostra aquilo que normalmente te faria sentir envergonhado, mostra seus monstros internos, então, eu diria que você está sendo vulnerável, porque você está se mostrando em pontos sensíveis, está se deixando expor.

Então, eu torno a perguntar:

Quem quer ser vulnerável?
Quem quer se deixar expor?
Quem quer se mostrar frágil?

Quem quer se mostrar dependente?

Numa realidade em que o mais forte sobrevive, a verdade é que ninguém vai querer ser uma “presa fácil”. Ninguém vai querer se mostrar fraco, que pode ser atingido. Ninguém quer mostrar que depende de algo ou de alguém.

Mas, pensando bem, será? Será que não é um excesso de vaidade dizer que não somos vulneráveis? Será que não é o excesso de autoconfiança na nossa “imagem de super-humano socialmente aceita”? Eu diria que nós somos feitos pra sermos vulneráveis. E ouso arriscar que a nossa felicidade está exatamente em confiar o nosso estado de vulnerabilidade nas mãos das pessoas que escolhemos confiar, das pessoas que escolhemos nos relacionar e, portanto, depender.

Aqueles breves momentos de alegria inexplicável que tentamos eternizar nada mais são do que janelas de uma pura revelação da nossa essência se revelando e se descobrindo no outro, se encantando pela sincera fragilidade compartilhada, comunicada e celebrada.

Tudo bem que nem sempre temos o “poder” da escolha das pessoas, mas sempre temos o “poder” de confiar. Então, eu sou vulnerável a cada pessoa que eu estou disposta a confiar, a me mostrar como realmente sou. E a cada dia que convivo com essa(s) pessoa(s) eu posso escolher me mostrar ou me esconder. Mas sabendo que a cada imperfeição que eu mostrar, a cada rachadura da minha parede que descascar, eu estou dando amostras de pontos onde eu posso ser atingida, mostrando pontos onde minha parede pode rachar, estou dando amostras da minha fragilidade, revelando ao outro que eu desmonto com facilidade. Por outro lado, tenho a nítida impressão de que, fazendo isso, eu também estou juntando forças para ser quem sou. Parece contraditório? Sim, parece. E de fato, quando eu tenho forças para fazer o exercício de me aceitar, eu estou mostrando ao outro que sim, eu tenho fraquezas, mas que eu não vou me rejeitar, eu não vou me boicotar. Fazendo isso, eu estou dizendo que vou me aceitar, e esse simples gesto de me revelar mostra que estou sendo forte o suficiente para ser frágil, sou forte o suficiente para errar, e mesmo assim, me aceitar, e mesmo assim, continuar. Mesmo errando, eu tenho forças para persistir em busca de ser quem sou e de entender o que sou. Encarando os meus monstros, aqueles que geralmente ficam presos no meu quarto escuro, eu estou pronta para assumir que posso errar, posso sangrar, posso decepcionar, mas vou fazer isso com toda a força de uma sincera convicção de quem não busca “a imagem de perfeição”, de quem busca a sua real expressão. Vou viver tentando ser e tentando mostrar que o outro pode me atingir por eu me mostrar assim, tão nua e crua… Tão errante… Tão vibrante com cada pedaço do ser humano imperfeito e incompleto que busca se completar nas pessoas incompletas que ele encontrar e se relacionar. Porque assim, fazendo o exercício de me mostrar, fazendo o exercício de ser vulnerável, eu encontro forças que revelam o meu potencial para criar, para me expressar com transparência e enfim, o meu potencial para ser:

Inquieta

Incerta

Inconstante

Irritante

Incompleta

Inacabada

Indefinida

Sempre mutável…

Sim, sempre vulnerável.

Não, eu não quero ser vulnerável.

Porque ser vulnerável é confiar no outro como quem está pronto pra morrer.

Morrer ao dar sua amizade para o outro.

Morrer ao mostrar suas cicatrizes para o outro.

Morrer ao mostrar o ponto sensível, onde mais dói, e por isso mesmo, onde é mais fácil nos fazer morrer.

Não, eu não quero ser vulnerável.

Mas admito que sou. E nesse exercício de quase-morrer, encontro forças para ser quem sou.

E você, o que é?

Ou melhor, o que quer ser?

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A música que me faz pensar no nosso estado vulnerável: o filme que conta a biografia do brilhante Stephen Hawking que se assume vulnerável, e é brilhante!

A teoria de tudo – A game of croquet

÷0 =Uma tentativa de INdefinição=

Pra começar…

Pra começar a me explicar

Eu não sei se tenho uma explicação

Eu não sei se preciso de uma

Mas pra começar a me entender…

Vamos lá!

Eu não sei se tenho uma lógica linear

Se tivesse que me desenhar ou me localizar no plano cartesiano

Eu tenho certeza de que ele não ia me caber

Preciso de mais do que duas coordenadas: X e Y não são suficientes para MIm

Daí, você acrescenta mais umas…

Acrescenta vááárias dimensões

E acrescenta cheiros

E cores

E sabores

Definitivamente, não sou cartesiana!

Mas com um punhado de coordenadas,

Um número maior do que as letras do alfabeto,

Mais cheiros e cores

Mais sabores

E muitos humores

Aí, sim, podemos começar o perfil

Por falar em humores,

Vamos caminhar para as luas que tenho na minha órbita

Tem homens que são de Marte

E mulheres que são de Vênus

Eu tô mais pra Júpiter

Sim! Esse incrível planeta gigante

E suas incríveis 67 luas!

Quatro delas, de tão grandes,

Foram vistas por Galileu

Naquela época remota

(E quase sem tecnologias)

É, Júpiter seria o mais próximo de um planeta com luas suficiente para chegar perto dessa caixinha de humores…

Tem dias que eu estou alegre

Outros que eu estou triste

Dias de pura doçura

Outros de pura irritação

Dias de pura acidez

Dias de muitas, muitas, muitas … muitas palavras

E até dias com palavra nenhuma

Mas não tem uma ordem certa

Ou um aviso prévio

Sim, complicada

Sim, complexa

Sim, delicada

Sim, espontânea

Sim, irritada

Sim, concentrada

Sim, distraída

Sim, determiNada

E muito, muito, apaixonada!

Apaixonada pela vida,

Pelos amigos e família

Pelos Meus Amores

Por Deus e sua perfeita criação

Pelos filhos de Deus

E por sua diversidade infinita de expressão

Eu sou muitas

E tenho muitas formas

Até tentei ser só uma,

Ter só uma forma

Mas não consegui…

Eu sou difícil de definIr

Porque eu sou formada por pedaços de estações

PedAços de provações

Pedaços de pessoas

PedAços de emoções

Pedaços de razões

E cada vez que inspiro

Cada vez que expiro

Tem um novo pedaço na minha composição

E quanto mais eu vivo

Mais eu quero descobrir novos pedaços

Novas formas

Novas cores

Novos sabores

Na minha formação

Não sei o que tenho

Ou se só mantenho

Não sei se eu existo

Ou se só persisto

Não sei o que sOu

Ou se só estOu

Me diluIndo

Me distraIndo

Ora caIndo

Ora subIndo

Ou amAndo

Ou afetAndo

Sempre mudAndo

Essa sensação de estAr em suspenso

De falAr sobre o que penso

Até esbarrar naqueles

Que se incomodam com o meu pensar inTenso

E facilmente me classiFicam

Como uma pequena massa de modelAr

Que toma a forma de quem me tocAr

Que se deixa influenciAr

Como se eu não tivesse nenhUma capacidade de argumentAção

Como se eu sofresse uma total manipulAção

E por falar em influenciar,

Atire a primeira pedra quem nunca sofreu influência

Mas eu não paro por aí e busco pela consistência

Não sei o que sou

Só sei que não sou a mesma todos os dias

Sou tocada pela minha meloDia

Ora serena

Ora turbuLenta

Ora arredia

Vou aprendendo no dia a dia

Nesse exercício de me [In]definIr

Nem sempre consigo

Porque sou uma obra ainda em formação

Um trabalho que não chegou a uma completa finalização

E pra terminar?

Pra terminar eu tenho que dar o meu último suspirar

[E acho que vai demorar…

assim espero…

Que assim seja! ]

😉

<3 Todo o amor que devo a Você <3

Viver nos ensina um bocado…
E viver situações extremas nos dá uma espécie de tratamento intensivo de ensinos das coisas mais importantes da vida
O que eu tenho vivido me ensina muito sobre o amor

O que tenho experimentado nesses últimos dias pode parecer contraditório, mas não é
E tenho aprendido que nos cálculos do amor, por mais que eu me doe, estou sempre devendo
E ao mesmo tempo, por mais paradoxal que isso seja, quanto mais eu dou, mais eu me sinto plena

Em outras palavras:
Não existe medida justa de amor
No amor, somos todos devedores, e portanto “escravos” (no sentido de eternos devedores de amor)
E se alguém algum dia pensar que sente que é “amada o suficiente”, ainda não sentiu o máximo que o amor pode dar
Porque eu não me sinto “amada o suficiente”, eu me sinto muito mais amada do que eu mereço,
Eu me sinto amada “mais do que o suficiente”
Sinto que sou mais amada do que jamais vou ser capaz de retribuir
Sinto que jamais vou fazer por merecer…

Seguindo essa linha,
Percebo que quanto mais eu amo, mais eu me sinto realizada pelo simples fato de amar
Como se fosse um tonel que ao se esvaziar, transborda infinitamente
Quanto mais eu tenho oportunidade de exercitar o amor em pequenos gestos de carinho, numa simples rosa oferecida a uma pessoa, num simples abraço sincero, num sorriso receptivo… quanto mais gestos de carinho gratuito fazemos, mais recompensados nos sentimos pelo simples fato de ser um “agente do amor” e fazer uma pessoa se sentir amada.

Porque o amor é assim:
Não tem medida justa
Não tem medida certa
Abraça sem esperar abraço
E dá sem esperar receber
O amor é um eterno excesso

E quando recebemos, sempre achamos que temos mais do que merecemos
Porque na verdade, em termos de amor, sempre temos mais do que merecemos
Sempre nos sentimos em desequilíbrio na balança
Sempre nos achamos excessivamente agraciados
Sempre nos achamos em débito
E por isso mesmo,
Sempre que pudermos,
Sempre que tivermos uma preciosa oportunidade de dar amor, devemos fazê-lo
Não devemos dar lugar à dúvida da vergonha
Nós, devedores de amor,
Devemos amar
Porque amar é de graça
Porque amar nos enche de graça
Porque amar nos faz flutuar
Porque amar nos faz mudar
Porque amar nos faz melhorar…
Sempre

E também porque eu nunca ouvi alguém dizer que ficou mais vazio depois de dar amor
A lógica do amor é a única
Em que a doação gera um ganho para o doador e também para o receptor
Uma lógica em que o repartir significa multiplicar

Então, quero agradecer a cada um de vocês, amigos de perto, amigos de longe, amigos do trabalho, amigos da igreja, amigos de amigos, família de perto e família de longe… e mesmo você, que eu não conheço de perto, mas que dedicou um carinho que eu senti aqui pertinho. Enfim, você que acha que passou por aqui sem eu perceber…
Cada um de vocês que parou um tempo para ler minhas publicações sobre o momento difícil que estamos passando e ainda se dispôs a pedir em favor do Dani e da minha família.
É o que eu disse acima: isso tudo é AMOR… e nessa conta eu sou sempre devedora… porque esse amor é grande DEMAIS e eu sei que não mereço.

O que eu tenho a dizer a cada um é isso:
Todo o amor que eu devo a você
E jamais poderei devolver
Eu só posso agradecer
E continuo a amar
A próxima pessoa que eu encontrar…

Vou continuar essa círculo virtuoso e amar sempre que a oportunidade vier

Na dúvida, ame sempre que puder
E se não puder, ame mesmo assim
Afinal, você já fez isso por mim
😉

…ChuvaFina…

E hoje pelo caminho

Descobri uma doce companhia

E o que antes era incômodo se tornou um pequeno prazer

Os pingos tocaram a minha pele antes que meus olhos pudessem ver

 

Parecia que a chuva queria me presentear…

Eu senti ela me abraçar

Eu senti ela me beijar

Fechei os olhos e parei para suspirar…

Parei para respirar

E deixei a alma sossegar

 

Que chuva, essa Linda

Que linda, essa Chuva

Caindo como uma luva

Numa doce manhã outonal

Em que quase tudo parecia normal

 

Ela me visitou

Deixou pedacinhos de si em MIm…

Deixou seu carinho em mim…

Meu rosto e minhas mãos foram tocados

Meu coração foi marcado

Eu me senti presenteada

Lisonjeada

Agraciada

[Por quase nada]

 

Que linda manhã eu vivi

Que lindo presente eu recebi

Um carinho que nunca vai sair

E à doce companhia da Chuva

Eu não vou mais resistir

ChuvaFina, linda menina,

Pode vir

Em mim Você pode cair

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