Cutting-edge # ArupturaNecessária

“Sabemos o que somos, mas não sabemos o que poderemos ser.” [W. Shakespeare]

Ao pé da letra, significa ponta cortante, mas o sentido da palavra é de algo que está na vanguarda, aquilo que provoca a quebra de dois mundos, de duas realidades.

Se eu pudesse dar o meu significado,  seria “a ruptura”.

Gosto de pensar nas tecnologias e ferramentas que estão na vanguarda como algo que se assemelha à ponta cortante de uma lâmina afiada, algo que provoca a ruptura.

Quando penso nas tecnologias ou ferramentas que levam essa característica, cutting-edge, vejo a lâmina que separa duas realidades distintas, que está constantemente na transição de um estado para outro.

Vejo a lâmina rompendo a fronteira entre [pelo menos] dois mundos, gerando essa dualidade inerente à própria existência:

o antes e o depois

o antigo e o novo

o obsoleto e o moderno

o velho e o jovem

a experiência e a imprudência

a realidade e o sonho

o possível e o impossível

o profano e o sagrado

o trivial e o absurdo

o raso e o profundo

o controle e a anarquia

o odiável e o amável

o seguro e o inseguro

o certo e o incerto

o preciso e o impreciso

o inspirar e o expirar

a morte e a vida

o nada e o tudo

a existência e a transcedência

o tique e o taque

Algumas vezes quem faz o papel dessa lâmina, são pessoas que provocam a ruptura:

Leonardo Davinci

Cleópatra

Alexandre, o grande

Joana D’arc

Nelson Mandela

Isaac Newton

Anne Sullivan

Steve Jobs

Malala Yousafzai

Abraham Lincon

Madre Teresa

Martin Luther King Jr.

Adão

Jesus de Nazaré

Princesa Isabel

Nicolau Copérnico

Mahatma Ghandi

Maria

Osama Bin Laden

Eva

E, por que não citar ?,

Adolf Hitler

Maria Madalena

Paulo de Tarso

[¿Eu

Você¿]

Homens e mulheres dos quais o mundo não era digno, tão visionários quanto subversivos, que por sua personalidade e histórico pessoal são ferramentas cortantes na História da vida e que rompem a [re]engenharia do mundo. Eles desafiam as fronteiras da realidade e transformam o que era apenas um sonho em uma real possibilidade.

Pessoas que não temem enfrentar os medos mais temíveis, não se deixam paralisar por aquilo que os afligem. Eles usam seus medos como combustível para as mudanças que eles querem ver, eles fazem as mudanças que eles desejam ver, eles operam a mudança e são a mudança. Figuras humanas, como eu e você, com a mesma composição básica, mas que não se contentam com um simples não. Eles usam todas as negativas que a vida traz para criar uma nova oportunidade, uma nova possibilidade. Eles são movidos pela  essência do que se considera impossível e transformam o impossível em matéria-prima para o novo, o inédito, o incrível, o inconcebível. Eles são manipuladores de impossíveis, rompem a fronteira da composição no laboratório dos conceitos ao ponto de fazer uma reengenharia daquilo, rompem todas as suas articulações e sílabas, desmembram a composição até as menores unidades possíveis, remontam,  recriam, e por fim, retiram o “im” e deixam apenas o “possível”.

Eles são essa lâmina: tão precisa que atravessa os tabus mais polêmicos.

Ela dilacera as certezas mais estabelecidas e concretas.

E torna cada dúvida dilacerante um possível caminho pulsante

Que vai seguindo pelas veias sinuosas desse corpo da existência

E alimentando cada membro dessa formação de pequenas possibilidades

Possibilidades que contestam a dura realidade que tenta nos convencer da INexistência dessa criação em perfeita COdependência que forma apenas uma unidade chamada

HUMANIDADE

UMA|uNIDADE

(I)limitada e im-perfeita

Busca a perfeita harmonia entre aquilo que é e aquilo que sempre poderá ser de melhor a cada novo corte dessa lâmina de mudança, de destemperança

Ela produz o desequilíbrio necessário para que o pêndulo da vida nunca pare de se mover

E gera energia para a próxima ruptura gerada por essa lâmina afiada,

Pronta para cortar o próximo tabu em dois e gerar espaço para a próxima dúvida eloquente nesse corpo:

o Corpo Humano da Existência

o Corpo Humano da Transcedência.

Anúncios

O deslumbramento da garotinha

Hoje eu vi um vídeo de uma garotinha deslumbrada ao ver um trem pela primeira vez (link para o vídeo: https://www.youtube.com/watch?v=SJNuZ1o20OY&feature=youtube_gdata_player).

E isso me fez lembrar do quanto é bom e faz bem se deslumbrar com a vida… ver o espetáculo que é o amanhecer e ver o “filme” voltar em uma espécie de reprise reversa ao anoitecer.

Ver cada pequeno milagre acontecer quando as pequenas ações e gentilezas podem ser os elos que unem as pessoas mais improváveis para o bem comum.

O bem comum… parece um dos mais antigos jargões, ou até parece que o seu significado é transparente, fixo e universal…

Pergunte a um cristão e depois a um pagão, pergunte a um muçulmano e depois a um ateu, pergunte a um judeu e depois a um alemão… pergunte a uma beata e depois a uma prostituta, pergunte a um haitiano e depois a um americano, a um aristocrata e a um democrata… os conceitos seriam tão diversos quanto as letras dos alfabetos orientais.

Ou ainda, tão diversos quanto as areias do mar…

Nesse mar de pessoas, que tende para um número infinito, gostaria muito de poder borrifar esse sentimento de deslumbramento com a vida, do mesmo jeito espontâneo e sincero como a expressão dessa pequena menina no vídeo nos remete.

Quando penso nisso, contudo, sinto aqui dentro como se eu mesma tivesse perdido esse “pó mágico” do encantamento que é tão poderoso nas histórias como a do Peter Pan e os garotos perdidos, a ponto de fazê-los brilhar de alegria e transbordar de um sentimento tão puro e bom que os faz voar…

Sinto que eu, de alguma forma, em alguns dias, perdi essa capacidade de me deixar deslumbrar em algum lugar no caminho entre a infância e a vida adulta. Na verdade, a minha percepção me diz que a maioria dos adultos também perdeu essa beleza do encantamento pelo simples, pelo comum e corriqueiro, pelo olhar de simpatia, pelo toque de solidariedade, pelo gesto de compaixão.

Perdemos o encantar pelo simples fato de ver a borboleta voar e o trem chegar…

Aquela capacidade de vibrar pelo talento humano de se reinventar.

[Quem diria!?

Que heresia!!]

😦

]sem palavras[

A palavra define

A palavra limita

A palavra mata

A palavra constrói barreiras, dá um tom único, monocromático e invariável, como se aquilo de que se fala nunca mudasse

Mas as coisas não são estáticas…

As coisas mudam

As coisas vivas mudam

E as coisas não vivas indiretamente mudam também

Mas ainda bem que não se vive só de palavras!

Não se vive só de palavras?? Hum… deixa eu pensar…

Acho que quem vive só de palavras, de sua inércia e de sua intransigência

Acaba parando com elas

Acaba se limitando a elas

Acaba morrendo com elas

Mas quem sabe usar a beleza de sua transigência

A beleza de sua efemeridade

A beleza de sua fluidez

Acaba fazendo dela uma boa companhia

Nos momentos de alegria transitiva,

Sabe usar os complementos que a vida oferece

E também, nos momentos de intransição,

Sabe conjugar os verbos que não demandam complementação

Sabe curtir os momentos de solidão

Sabendo alternar entre períodos longos ou curtos

Sabe alternar entre momentos eloquentes e lacônicos

E assim,

Sabendo o momento de coordenar ou subordinar

Sabendo o momento de adicionar ou alternar as opções

A vida se torna uma bela composição

Entrelaçada por verbos e predicados,

Ora com complementos e sujeitos

Ora com sujeitos sem complementos

O importante é cumprir o seu propósito único

E passar a sua palavra adiante

Para o próximo ouvinte, leitor ou viajante

Então, aproveite a visão que as palavras lhe permitirem

Aproveite a viagem!

[Ah, e passe a sua mensagem! Com ou sem palavras]

-AutoMutilar-

Questionar…

Errar… (?)

Sangrar…

Errar… (?)

Chorar…

Errar… (?)

Esconder…

Errar… (?)

Mudar…

Errar… (?)

Calar…

Errar… (?)

Discordar…

Tentar falar

Tentar explicar

Tentar não se fechar

Esperar o dia acabar

E com o dia

A alma se fechar

Esperar parar

De doer

Esperar parar

De sentir

E então,

Parar de agir

Parar de Ir

Diminuir

Ir

Resistir

Ir

Prosseguir

Ir

Reunir

Ir

Ressurgir

Ir

ReconstruIr

E então,

AgIr

E então,

Ir

E então,

Voltar a sentIr

Sem medo de cair

Sem precisar fingir

Sem precisar se ferir

ContinuAr

Errar (?)

Revigorar

Parar

De se mutilar

🙂

AliviAr

RespirAr

Ar

ContinuAr