Escrevo pra quê?

Eu escrevo pra deixar a alma respirar
Deixar os pensamentos que estavam vagando pelo ar
Se transformarem em palavras
E tentar fazer algum sentido
Com os sentimentos sem sentido

Escrevo pra descansar a mente
Deixar a alma transparente
Falar das coisas que confundem
Coisas que ninguém ousaria dizer aparente

Escrevo pra descarregar os fardos
Jogo as palavras como dardos
Não para acertar alguém
Mas somente pra parar de acertar
O lado de dentro, essa terra de ninguém
Pra parar de andar em uma trajetória irregular e dar fim ao meu tormento

Às vezes são tantas palavras
Que se debatem
Com tanto vigor nesse embate
Que a energia é suficiente pra parti-las em várias pequenas partes
E transbordar em pequenas artes

Sementes que frutificam
Sementes que modificam
Sementes que complicam

Tomara que por fim,
Essa sementes também
Modifiquem o lado de fora
Tanto quanto o lado de dentro
E aliviem a alma desse interminável tormento
Que eu sinto neste exato momento

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