: o começo [e o fim] de [quase] tudo :Comunicação:

Não, esse não é mais um-post-chato-e-cliché-sobre-comunicação. Ou, talvez até seja, mas se pudesse insistiria por só mais um-minuto-de-seu-precioso-tempo e, no fim, você avalia… e, por favor, comente =)

Eu estava lendo mais um post que achei incrível sobre a importância da comunicação. Post direto e resoluto sobre “aquilo tudo que já sabemos”, mas quase nunca fazemos sobre a importância de falar, e de fazê-lo de forma clara, consciente e não violenta.

Então resolvi escrever um pouco sobre isso e, compartilhando, acredito que isso acaba ajudando alguém mais e criando uma discussão saudável sobre o assunto.

Muito se fala sobre comunicação (e olha eu aqui, falando de quem fala sobre comunicação, achando que falo melhor… tá, dá um desconto, vai… rs). E depois de consultar meus botões, com quem falo muito e com frequência, acho válido refletir em alguns pontos antes de construir algo que valha a pena, ou o dedo, ou a voz para comunicar:

Já sabemos que comunicação é a expressão de alguma mensagem entre interlocutores.

Certo. (Ou quase isso)

Mas… Vamos voltar um pouco antes: que tal refletir sobre O QUE se deve/pode comunicar: qualquer coisa? todas as coisas? uma coisa de cada vez? uma coisa por semana? enfim, há muitas e infinitas coisas para serem comunicadas, e é isso mesmo: quero chamar a atenção para o fato de que devemos pensar, antes, em O QUE desejamos expressar antes de fazer alguma inserção no mundo das palavras, das vozes e das expressões no geral. Parece óbvio, mas não é.

E, também, POR QUE comunicar? Só porque eu quero? Ok, isso é um motivo legítimo. Então, vamos explicar, destrinchar, desmontar melhor essa motivação antes que pareça ser algo que você não está exatamente intencionando, mas pode acabar parecendo que falou porque “quer se mostrar”, porque “quer se intrometer”, porque “quer ser do contra” ou por qualquer outro motivo que não seja o seu MOTIVO ORIGINAL.

Vale pensar em PRA QUEM você vai comunicar, pois isso muda o COMO e QUANDO você o fará.

Há pessoas pelas quais e com as quais vale se comunicar: amigos, família, amores, enfim, PESSOAS que IMPORTAM na sua vida… – e aqui cabe uma grande reticência que só vai ser preenchida por você. E. claro, se você vive de alguma forma em função de se comunicar ou de viabilizar a comunicação, é importante sempre uma reflexão sobre as melhores formas de se conectar com o seu público, de modo que a gerar uma comunicação efetiva e não só mais um “blá, blá, blá”. Além disso, esse público definirá as demais partes da comunicação, ou seja, os próximos itens desse texto.

Depois de pensar em QUEM será o alvo de sua comunicação, vamos pensar em COMO: pode ser uma comunicação escrita, pode ser uma exposição oral, pode ser uma apresentação em um slide, pode ser um desenho em um papel, um gesto, uma expressão, um buquê de flores, um origami. Sejamos criativos! O COMO é praticamente infinito. Convido vocês a exercitar o como e depois, quem sabe, não se pode compartilhar com a gente nos comentários?

Agora, a questão do tempo: já que o tempo não para, como dizia Cazuza, há coisas que devemos dizer o quanto antes. Há, porém, algumas que ficam melhor se planejadas e pensadas previamente. O QUANDO certamente será afetado pelo ONDE e provavelmente afetará o COMO. Sugiro considerar como um tripé COMO-QUANDO-ONDE (C-Q-O): eles são irmãos trigêmeos siameses (se é que isso existe!). Logo, não faz sentido algum pensar em um sem ponderar os demais. Já que isso não é exatamente uma receita de bolo, nem pretende ser, vale lembrar que o contexto sempre fará toda a diferença nos resultados do comunicar. Isso é o elemento essencial para essa tríade siamesa: mexer em um (como/quando/onde) significa mexer em todos de uma só vez.

Aqui chegamos ao final desse troca-troca de experiências (sim, só eu troquei, mas tenho fé no segundo “troca” rs). Ponderar esses fatos antes de falar (no sentido lato) é crucial para toda forma de comunicar. Mencionar tudo isso não seria proveitoso sem considerar que a medida de cada elemento no processo depende de um pouco de reflexão e de ação. Pensar antes de comunicar. Parece óbvio, mas não é. A proposta é essa: refletir sobre o comunicar. Pense no que você pretende com a comunicação e, se no fim, você perceber que não sabe exatamente o que quer falar, ou o que deseja alcançar, não fale. Você pode estar fazendo um grande favor a si mesmo, e ainda vai causar uma boa impressão: tem um provérbio de um rei sábio que diz que “até o tolo, quando calado, parece sábio”.

No fim das contas, parece que eu acabei falando, falando, pra concluir o que um provérbio milenar já diz e ecoa até os nossos dias: o falar nada tem a ver com saber. É exatamente o contrário.

Não, esse não é o fim, mas pode ser o começo de [quase] tudo.

Vamos pensar antes de comunicar?

[Pessoal, vamos trocar ideias sobre o assunto? A comunicação é um tema infinitamente rico e por isso me apaixona! Comentaí!]

Su~mente [100] Sentido(s) [?]

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A língua é um padrão
(ou devia ser)
Ela é um conSenso
[ou tenta ser]

O Comunicar vai além
ele tem Asas
Não tem princípio nem fiM
E, por princípio,
pode ter um fiM
em Si
Por Si

o Meu comunicar
Não obedece
asssim,
só por obedeSer

nãO sigo um padrão
só por seguIr

tenho o Meu subPadrão
a MiNha subVersāo
Eu-sou o Meu
padrão

O pontinho des-tô-ante
na multidão

A língua e Eu
Somos parceiras
E também
Companheiras

Trabalhamos:
Às vezes juntas
E, às vezes,
Cada uma à sua maneira

Ela tem seu padrão
e Eu, o mEu

Meu sentido
MInha forma
MInha língua

Nem sempre obedeço à língua
Ela Mi obedece
Nem sempre sirvo À Língua
ela, por vezes, mi s3rv3
E, outras, não serve

um Sentido de Ser
nUM MUndo 100sentido
Um mUNdo de Cem-sentidos
Que não sente

Nada em MIm
Eh por acaso
[é (quase)Tudo]
Uma
INdispretensa
desPretensão
Uma
meTIculosa
planejada,
Curiosa
, provoCada
Provoc-Ação

😉

 

{A Palavra-que-sou-SEMpalavras}

actuar_para_ser

Palavra:

Nela nossa incompletude

nossa potência de ser

Nela nossa liberdade

nossa não realidade

 

Nela nossa fugaz sensação de voo

Sensação de transcendência

Nela transpomos eras, tempos,

Pessoas e lugares,

Transpomos a(s) existência(s)

 

Nela abstraímos, saímos de nós

Estamos no outro

Estamos no sentido

 

Por ela [também] sentimos

 

Por ela nos encontramos, nos refletimos:

No outro, em nós mesmos – ECOamos na existência

E eis AQUI, A PALAVRA

que dizem faLAR por Mim:

 

A beleza [e a feiura] – que COhabitam

A sensível sensibil-idade, sensibilIDADE

Mestre (?) – Oxalá… talvez, algum dia

 

Menina-mulher-Irmã,

proFunda profundIDADE

Olhos-sempre-virgens

Luz-e-brilho – e as sombras enVolvidas

 

Wendy-ÚNIca

Coragem para Ser-OUTRAS

 

Forte-leve-doce-direta

Verdade, Simpatia – mas aviso, também arredia

Simplicidade, sutileza, sorriso  🙂

 

Envolvimento-Atuante

NovIDADE – nova-IDADE

 

Fofa Fofura – ^.^ –

{Com gosto} gostosa gostosura – Oops, olha a censura!

[Olha a VAIdade]

 

Pronta-pra-desvendar-o-mundo

Ávida por mergulhar em outros mundos

E nos Mundos-dos-Outros

 

A “palavra” que sou,

A poesia que quero ser

Tudo isso que habita-reflete

No meu Perseverante-quase-Ser

 

Por fIM [e até o meu Fim]:

{A Palavra-que-sou-SEMpalavras}