O m3do de Mi perd3r

Me apaixonei
Por tudo que não conhecia
E não me permitia
Pela vida que nunca vivia
Por pessoas que nunca conhecia
Pela dúvida que me acometia

Me separei
De tudo aquilo que não cria
De dogmas que me prendiam
De certezas que nunca tinha
De ritos que não reconhecia
Das opressões que me invadiam

Me encontrei
Na poeira da ventania
Na sujeira da pia
Nos desEncontros do dia a dia
Na letra de uma melodia
Na ordem que subvertia

Lutando contra a Ordem
Buscando uma ordem de outro tipo
De outra lógica

Me achei
E depois que a gente se enContra, a gente perde o medo de se perder.

Não tenho certeza do que quero, mas tenho muita certeza do que Não quero.

E posso dizer com clareza de mente e leveza de espírito e coerência de vida e transparência de sentidos:
Que venham os medos!
Porque deles não estamos livres, “jamais”, como dizem os franceses

“Mas estamos pra sempre livres do medo de nunca termos tentado, e não importa o destino.”
E essa, quem disse foi um amigo, que como eu, não teve medo de tentar, mesmo que isso implicasse em se perder…
É que eu
Não tenho esse medo:
O medo de Mi perd3r